Duo: Io canto per te

Posted fevereiro 5, 2010 by Michela
Categories: Vídeos, amor

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Pragmatismo e Anísio Teixeira: Saber e fazer

Posted janeiro 24, 2010 by Michela
Categories: Brasil, Educação, História, filosofia, pragmatismo, reflexão

O Pragmatismo quanto a escola, entende que esta busca preparar o homem para o mundo através da educação não submetida a dogmas religiosos, mas, também a nenhum outro tipo de dogma que impeça seu objetivo maior que é o progresso da “educação” propriamente dita . Portanto, de o pragmatismo ser favorável a não escola laica, mas universal que tem no ato de educar, o mesmo que preparar o homem para o mundo, ou seja, a aquisição de conhecimento tem aplicabilidade no presente e futuros até bem próximos. A escola é um lugar privilegiado, no sentido de se poder observar não apenas como o conhecimento ocorre nos seres humanos, mas também como os valores gerais da sociedade são incorporados pelos indivíduos, entretanto, educação é para todos.

Então, do que vemos por ai sobre o pragmatismo, o pragmatismo é a prática sustentando a prática; o mundo conhecido mudando progressivamente; é instrumentalismo, sendo o pensamento o instrumento vital que, desenvolvido buscará resolver os problemas, investigar o que se precisa, e, logo modificará a realidade, portanto, de o pensamento não ser apenas contemplativo.

A partir desse ponto, mais uma vez deparamo-nos com Darwin, que indicou que as estruturas da vida não têm formas pré-determinadas e que as mesmas dependem da experiência, portanto, o crescimento, adaptação e uso da inteligência para a resolução de questões são marcas da perspectiva do pragmatismo que deu prioridade ao processo em detrimento da forma, ao condicionado ao invés do incondicionado.

Ao término da Segunda Guerra, o mundo se afirmou democrata, e o pragmatismo como um modelo de filosofia de educação teve uma impulsão absurda a nível de mundo, porque o desenvolvimento em amplo aspecto econômico e social era puro pragmático.

O mundo se declarou pragmático em amplo aspecto e até mesmo literalmente falando, que, ainda no começo do século XX, como criticou Peirce, um dos fundadores do Pragmatismo , quando temeu a banalização do termo Pragmatismo, nos deixou essa celebre citação sob forma de justas alfinetadas :

“No presente, a palavra começa a aparecer nas revistas literárias, violentadas daquela forma impiedosa a que estão sujeitas as palavras quando caem em garras literárias (…). Assim o A. destas linhas, vendo seu moleque “pragmatismo” tão promovido, sente que é tempo de dizer adeus à criança e abandoná-la a seu alto destino; para o objetivo preciso de expressar a definição original pede licença para anunciar o nascimento da palavra pragmaticismo, que é suficientemente horrível para estar a salvo dos raptores .”

Pragmatismo e Brasil:

Anísio Teixeira causou frenesi ao buscar referenciais para a educação nos EUA, quando , ainda em sua época, era tradicional que a elite intelectual, fortemente enraizada na tradição de buscar referenciais para as ciências no continente Europeu – que teve seu ápice durante todo o século XIX –. Mas, Anísio Teixeira que brincava ser ele um homem dos dois séculos, por ter nascido no término do século XIX e vivido intensamente o século XX, não depreciou o que sua busca concretizou em sendo uma busca sublime ao norte do continente americano. Aliás, Anísio Teixeira estudou nos EUA e em 1929 obteve seu mestrado em Educação, e teve contato com as idéias “pragmatistas ou instrumentalistas” de Dewey, que se tornou a referência central de suas reflexões e ações no campo da educação e de progresso humano.

Falando um pouco sobre Dewey, o filosofo e idealizador do Pragmatismo. Segundo Esteban, Ele acreditava que a inteligência não impõe ex-nihilo uma unidade transcendente sobre os fatos, mas se integra nas condições fáticas para reconstruir seu significado e seu valor. E diante da polêmica e critica da escola Laica ao Pragmatismo, Dewey tratou termos como “verdadeiro” e “certo” não em relação a coisas como a “vontade de Deus”, a “Lei Moral” ou a “Natureza Intrínseca da Realidade Objetiva” , mas como a expressão da solução de um dado problema

O pragmatismo para Anísio Teixeira, ainda na década de 1930:

“A volta ao concreto, por meio dos métodos de observação e experiência que caracterizam a filosofia moderna, vai permitir que, na frase de Dewey, ela recobre o seu prestígio “deixando de ser um instrumento para resolver os problemas dos filósofos e tornando-se um método, cultivado pelos filósofos, para resolver os problemas humanos” (Teixeira)

Anísio Teixeira em um comentário sobre o pensamento de John Dewey, é muito preciso ao indicar que este rejeitava a obsessão dos filósofos por uma “realidade” superior à precariedade da contingência, apoiando-se na própria contingência e precariedade do mundo: “fundando a interpretação do homem e do seu meio e o sentido da vida humana no próprio risco e aventura do tempo e da mudança” (Teixeira).

Os leigos e maus oportunistas de um Brasil subdesenvolvido e ignorante, tentaram distorcer a verdadeira essência do pragmatismo, associando-a ao comunismo, por exemplo. Mas, o pragmatismo que o Brasil conheceu é totalmente importado da América durante os anos trinta por educadores, como já vimos, idealizadores e intelectuais como Anísio Teixeira, e, também, Paulo Freire, Monteiro Lobato dentre outros, que criam numa educação pública gratuita de qualidade como mola mestra da máquina de Democracia.

Anísio Teixeira, se via como um homem “técnico e intelectual” para a Educação, ou seja, ele se viu especializado em Educação, portanto , para ele a educação estava além da óptica de teorias , mas , também, de práticas. Ele, não se via em jogos de interesse de políticas, mesmo porque, sua presença para trabalhar no desenvolvimento de educação na máquina pública, não aconteceu através de indicação política , propriamente dita, mas sim porque lhe ofereceram um trabalho ao qual ele dominava com primazia e absoluta competência por ter-se preparado para isso, quando se dedicou à pós-graduação e estudos de especialização na área Educação nos EUA . Contudo, viveu momentos difíceis, uma situação bem irônica e até mesmo engraçada diante de sua condição quanto ele ser um exilado político nos EUA – período este que trabalhou em três famosas universidades como sendo ele um professor convidado – , justamente, sob acusação de ser ele um idealizador do comunismo.

Quanta ironia, pois Anísio , um profundo conhecedor das correntes e práticas atribuídas às filosofias de Educação, curiosamente, desconhecia o Sistema Educacional dos países comunistas, pois o sistema comunista era altamente fechado ao mundo que não se agregasse à ele. Mas, Anísio Teixeira foi o criador da Escola Pública no Brasil, portanto de seus perseguidores, homens pouco interessados em igualdade, o associarem a mal entendidas analogias com o comunismo.

Apesar de tudo, Anísio Teixeira retorna ao Brasil, e escreve uma nova página na História da Educação Brasileira, e, certamente é a peça principal do processo de evolução educacional no Brasil. Mas, Anísio Teixeira era um homem de futuro e do futuro.

Anísio Teixeira nos relevou a importância de a educação não mais dicotômica – na época, as teorias eram para escolas de elite, e práticas eram abordadas nas escolas dos pobres, dessa forma ao pobre era proibido pensar –, portanto criou a educação democrática no espaço público, onde a ciência deveria acontecer através de pesquisas e inovações, desse modo, teorias e práticas, obrigatoriamente, dariam as mãos sob o ideal da busca constante do aprender o tempo todo, pois no pragmatismo, a escola é prática e inteligente.

“Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra”. ( Anísio Teixeira )

“Sou contra a educação como processo exclusivo de formação de uma elite, mantendo a grande maioria da população em estado de analfabetismo e ignorância.

Revolta-me saber que dos cinco milhões que estão na escola, apenas 450.000 conseguem chegar a 4 ª. série, todos os demais ficando frustrados mentalmente e incapacitados para se integrarem em uma civilização industrial e alcançarem um padrão de vida de simples decência humana.

Choca-me ver o desbarato dos recursos públicos para educação, dispensados em subvenções de toda natureza a atividades educacionais, sem nexo nem ordem, puramente paternalistas ou francamente eleitoreiras.”

( Anísio Teixeira )

Anísio nos deixou no dia 14 de Março de 1971, sendo causa de sua partida, um estranho acidente no elevador do prédio onde morava no Rio de Janeiro de um Brasil sob a ditadura militar.

Calava-se, para um Brasil mergulhado em sombras, uma voz em defesa da educação – portador da “subversiva” ideia de um país melhor.

Essenciais de Anísio Teixeira:

TEIXEIRA, Anísio. Ciência e Arte de Educar. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos.v. 28, n. 68, out-dez, 1957.

Bases da teoria lógica de Dewey. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. v.23, n. 57, jan-mar, 1955.

Padrões brasileiros de educação (escolar) e cultura. Re vista Brasileira de Estudos Pedagógicos. v. 22, n. 55, jul-set, 1954.

Em marcha para a democracia – À margem dos Estados Unidos. Rio de Janeiro:Editora Guanabara, s/d.

Educação não é privilégio (vídeo mec)

Outras essências:

PEIRCE, C. S. Escritos Colegidos. São Paulo: Abril Cultural, 1983. (Os Pensadores).

DEWEY, John. Lógica: teoría de la investigación. México: Fundo de Cultura, 1950.

Como pensamos: como se relaciona o pensamento reflexivo com o processo educativo, uma reexposição. São Paulo: C. E. Nacional, 1979.

Experiência e Educação. Trad. de Anísio Teixeira. São Paulo: C. E. Nacional, s/d.

Reconstrução em Filosofia. São Paulo: C. E. Nacional. 1959.

A evolução dos vampiros

Posted janeiro 22, 2010 by Michela
Categories: cinema, literatura, vampiros

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Retomando o tema “Vampiros” que muito me agrada, por uma série de fatores que em outra oportunidade irei aqui explicitar. Vejo-me, neste momento analisando o belo sentido da coisa, ou melhor, do termo “vampiro” e sua evolução favorecida por seus criadores porque aquele modifica também é modificado. Logo, os vampiros ao humanizar-se sob vários aspectos de sua existência, nos conduz assim, a analogia entre os comportamentos desses seres fictícios aos dos da humanidade que habita entre nós. Algo impar, porque se para o homem não é nada fácil ser humano em sua plenitude, quanto mais aos vampiros o serem.

Certamente, os vampiros nasceram rudes e monstruosos no submundo, mas, no mundo da ficção fantasia da imaginação fértil de incríveis autores, e , logo, por isso no decorrer do tempo sob a possibilidade desses seres se polirem e se melhorarem, foram conduzidos por seus autores a trilharem para o ápice do cume da evolução que existe, pois qual pai e mãe não dariam a seus filhos uma segunda chance?

Bram Stoker, um escritor irlandês que fez grande sucesso com seu famoso romance Drácula, lançado em 1897, nos trouxe um vampiro contextualizado no cenário de prestigio econômico de uma Inglaterra sob a corrida Imperialista de dominar o mundo, certamente, teve ele acesso as obras de Darwin e seus conceitos sobre Teoria da Evolução das Espécies de meados de século XIX, por exemplo. E, num contexto literário de pós-romantismo e simbolismo de final de século, Bram Stoker deu ao seu vampiro um teor de muito mistério e ficção junto ao frenesi do momento de evolução das ciências médicas que apresentavam ao mundo a transfusão de sangue dentre outras evoluções, também tinha o fato de que o irmão mais velho de Bram Stoker era um médico e talvez lhe tenha sido um referencial importante.

O conde Drácula, de Bram Stoker, é um nobre da Hungria, porém bem rude, mas que ao ter contato com a civilização inglesa e a possibilidade de provar o amor Mina Murray-Harker sob essência e memória de sua outrora amada, Elisabeta, torna-se um cavalheiro romântico e civilizado. Claro que ele não se refina de uma hora para outra e comete uma série de crimes e barbáries aos olhos dos humanos humanizados.

Autora do famoso best-seller Entrevista com Vampiro e outras muitas séries de livros com o tema Séries Vampirescas, Anne Rice, é uma de minhas escritoras prediletas. Ela nos trouxe a grande leva de vampiros tomados de paixões humanas físicas e mentais, e sob amplo aspecto buscou explorar a necessidade que eles sentiam de compartilhar com os humanos a parte humana que guardavam de si em suas próprias memórias quem sabe já que interpretações são bem subjetivas.

Anne Rice, explora a vida e a existência de seus personagens na linha do tempo, evidenciados nos períodos que a História nos revela. Nota-se a evolução dos vampiros de Anne Rice conforme a Humanidade se evolui, porém, a maioria de seus vampiros ainda são bem cruéis e afloram seus instintos selvagens no momento de se alimentarem, tudo que tanto anseiam. Nós , homens, também somos capazes de nos retrair da civilidade em prol da sobrevivência. Estes dias, num triste documentário que assisti na TV, sobre a fome que acomete o Haiti no pós-terremoto, um psiquiatra falando sobre a “fome” que induz nosso cérebro recorrer a sua camada mais interna e primitiva, bem longe da região periférica , o córtex , ao hipotálamo, tornamo-nos animais bem agressivos e selvagens diante da fome que acomete, portanto, diante da possibilidade de não existirmos mais nos tornamos agressivos e assim somos a pura e crua auto-sobrevivência.

O clã evoluiu. E evoluiu em amplo sentido, como no sentido de dosar seus instintos e darem a si uma nova configuração sob novas possibilidades de boas condutas, por assim dizer, nasce entre alguns vampiros uma ética boa. A busca de uma evolução quase humana e convencionada onde conter-se, manter o controle sobre si mesmo é mais que uma grande virtude, mas uma realização sublime. Um exemplo disso, cito a obra Crepúsculo da autora Stephenie Meyer que nos traz vampiros civilizados e bons, além dos brutos e maus como os bárbaros infratores e dementes. Os mocinhos da trama de Meyer são realmente como os bons moços que conhecemos, intelectualizados ou não, são eticamente corretos como em qualquer sociedade humanizada.

Numa breve conclusão, é a capacidade de amar, uma questão de psique e fisiologia, a possibilidade de se sentirem vivos por conta deste sentir que é a mola mestra da evolução dos vampiros de Bram Stoker, Anne Rice e Stephenie Meyer, sendo este aspecto um tema que pretendo abordar em outra oportunidade.

Chuvas e terremotos

Posted janeiro 18, 2010 by Michela
Categories: atualidades, consciência, reflexão





O que não me mata, me fortalece? Isso é Nietzsche. Bom, eu confesso que tenho que revisar melhor as aulas de noções de filosofia que tive na faculdade de História para num outro momento discutir melhor Nietzsche, que por mais que eu tenha estudado todas as correntes da filosofia, Sócrates não me sai da cabeça, por sua maiêutica. Gosto muito desta frase de Nietzsche, porém , agora, sem contextualizá-la com a obra do cético filósofo.

Fugindo da dialética, por hora, eu me vejo declamando versos em minha boca e sentindo Deus que sempre me dá a paz quando tudo me foge a mente.

Decerto, precisamos validar a nossa bela obra. Se minha obra tem teor profano, eu sei que é pela fisiologia que sou. Se minha obra pudesse ser clássica e universal, que fosse a obra que exalta a vida, a beleza, a solidariedade, a sabedoria despida de egoísmo, uma essência universal.

Catástrofes sempre aconteceram, tudo acontece o tempo todo e por todo o mundo, estando nós aqui dormindo ou não. Mas é incrível que o que está mais próximo de nossos olhos nos parece dizer mais, embora estejamos conectados com o mundo. O decorrente a quem está associado a nós, e nos é próximos fisicamente e mentalmente, tem uma força reacionária absurda para nosso âmago.

Um volume pluvial excedente para três dias, ou seja, nos primeiros dias do ano de 2010 na cidade de Angra dos Reis e em outras localidades do sudeste do Brasil, choveu em três dias o que se era para ter chovido em trinta dias e isso resultou em parte das encostas da mata atlântica um derramamento de terra, árvores, e animais que viviam naquele trecho de mata, sobre casas e pessoas, na cidade e na ilha Grande, portanto, perdemos muitas vidas ali, há caso de quem perdeu mais de onze membros de uma mesma família. Uma fatalidade.

Depois disto, vimos outra tragédia “natural” no Haiti, o terremoto – a terra anda realmente estranha e super aquecida ou chegou mesmo a vez do sismo validar seu ciclo nas placas tectônicas – que levou muitas almas, dezenas de mil mortos, que se encontravam naquele pais. Entre o povo do Haiti havia os homens operários da causa nobre, as tropas brasileiras de paz prestando serviço para a ONU no intuito de minimizar a má sorte do povo do Haiti por conseqüência de uma devastadora política de guerras civis e crueldade incitadas por seus governante opressores.

No triste acontecimento, o sismo sob o Haiti, em 12 de Janeiro de 2010, perdemos também a brasileira Zilda Arns, que se encontrava na cidade de Porto Príncipe apresentando a Pastoral da Criança a gente daquele pais numa tentativa de contribuir para que se validasse ali a causa nobre de levar o mínimo de dignidade a uma gente acometida de fome e desesperança. Zilda, uma mulher do bem, que cria na solução para a desigualdade social através de dignidade em que todos teriam acesso a alimentação e educação, o mínimo que se precisa ter para pleitear uma boa sorte na vida. Educação para se sair das trevas, para obter conhecimento e fazer valia da corrente do bem, onde todos nós podemos ser um veículo para propagar a “boa informação” que é como mostrar a luz para quem esta no escuro da ignorância.

Antecedente a este tempo das chuvas no litoral sul fluminense e o terremoto no Haiti, ocorreu a Conferencia de Copenhague COP 15 , em meados de dezembro de 2009 , uma tristeza para os ambientalistas diante do triste resultado, um deficiente acordo entre os países ricos , os maiores responsáveis pela emissão de poluição na atmosfera, que custará o degelo das calotas polares e o dilúvio do futuro próximo, além de proliferação de microorganismos na água, na atmosfera, respirar poderá ser algo muito difícil nos tempos futuros.

O desequilíbrio ambiental é responsável pelos “alertas” que a natureza tem nos dado? São as calotas polares em degelo, abalos sísmicos, super aquecimento, chuvas excessivas, o homem contaminando o solo com agentes químicos e físicos e pondo em risco a ciclagem das águas (que sempre foi a mesma quantidade desde que o mundo é mundo), e a política da ganância imperando, e idealizadores de causas nobres, como Zilda Arns, partindo para o outro plano e nos deixando uma lição e recadinho: “quando você vai começar fazer a sua parte”. Vimos aquilo mesmo, pessoas no Haiti comendo uma comida que é lama temperada com sal?

Quem é mais necessário para quem, o homem para a natureza ou a natureza para o homem?

Noite

Posted janeiro 13, 2010 by Michela
Categories: Versos

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Aspiro às flores o ar gélido
Contando os pontos deste céu
Através destes espelhos sem postigos
Que são os próprios olhos meus

Estupor de uma adulta sabedoria
Num infinito ver o brilho derramar
Quando ter o corpo em brisa fria
Trêmulos lábios parecem cantar

Sei de meu consternado saber de menina
Ínfimos, reluzentes, pontos de furor
Traçar com os dedos as três marias
Firmes e cadentes, senhora, séquitos e senhor

Lovesong

Posted janeiro 5, 2010 by Michela
Categories: Vídeos

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Al-Andaluz – Parte II: A consciência andaluza e a reconquista da cristandade

Posted dezembro 2, 2009 by Michela
Categories: gótico, medieval

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Na Península Ibérica , o “renascimento cultural” foi algo esplêndido e notável  a partir do desaparecimento político do reino visigodo de Toledo.

Percebe-se uma nova sociedade duplamente dividida, tendo no grupo maior as populações hispano-visigodas, dentre estes: os cristãos, os camponeses de origem pagã ou parcialmente cristianizados, e os judeus praticantes e os judeus batizados no Cristianismo sob forte política visigótica de conversão obrigatória. E num segundo  grupo encontravam-se os invasores muçulmanos de origem árabe, síria, persa, e berbere; estes totalizavam apenas dois por cento da população Ibérica, mas, certamente eram os detentores do poder político e administrativo em Al-Andaluz. Crê-se que é justamente a diversidade do invasor a essência e composição que foi refletida na organização de Al-Andaluz durante o século VIII.

Al-Andaluz conservava regiões inteiras marcadas pelas estruturas de poder, religião e cultura herdadas da cristandade visigótica e romanismo configurando, a partir deste ponto,  uma política de tolerância do califado aos costumes anteriormente vigentes na Península Ibérica, que faz despontar aspectos de civilização sobre a sua nova sociedade.

A centralização político-administrativa e cultural dos árabes trouxera uma metamorfose profunda ao universo artístico, cientifico literário, filosófico e tecnológico à Península Ibérica.

A economia enriquecida através das novas técnicas de agricultura, como a irrigação um incremento  dos  invasores – engenheiros e mecânicos hidráulicos – à Península Ibérica. Essas novas técnicas de cultivo e a introdução de novas lavouras como a de arroz, cana-de-açúcar, tâmaras, frutas cítricas, diversos tipos de verduras, dentre outras, antes obtidos pela população ibéricas através de importações do Oriente, agora eram produzidas e altamente comercializadas pela população andaluza. As conseqüências de um comércio urbano e uma economia agro-exportadora trouxeram riquezas além de  propiciar as trocas culturais em Al-Andaluz.

Historiadores como, Youssef Haym Yerushalmi, Thomas Glick, e Roger Collins, apontam entre os  séculos IX e X, uma verdadeira revolução intelectual em Al-Andaluz sob o Califado de Córdoba. Um fenômeno social chamado de consciência andaluza , foi o ápice cultural que se deu sob um conjunto de reflexões existenciais e metafísicas elaboradas sob influencia do pensamento grego, sobretudo de Aristóteles e da literatura rabínica judaica.

É importante destacar, advindo do oriente persa, os pensamentos do filósofo Avicena (Abu Ali Ibn Sina, 980-1037) e do Ocidente Islâmico o pensador Averróis(1126-1198) natural de Córdoba e responsável pelas principais compilações e comentários sobre a obra de Aristóteles na Península Ibérica. Averróis, a partir da segunda metade do século XII, influenciou profundamente o pensamento judaico e cristão dos andaluzos, pois suas obras eram requisitadas e encomendadas por governantes muçulmanos e cristãos. Para Averróis , Aristóteles era completo e perfeito em seus estudos de lógica, física e metafísica.

Uma cultura irradiada a partir de grandes centros como Córdoba e Toledo, foi muito bem documentada através dos escritos de Al-Hadrami, um escritor que visitava a cidade em pleno século X, nos revela a famosa “ corrida aos livros”. Ele nos relata que estava  num acirrado leilão tentando arrematar e comprar um livro que tinha enorme interesse, quando conversando com seu concorrente à compra, descobriu que em Al-Andaluz, era o livro  um bem intelectual , guardado nas bibliotecas domésticas, um hábito semita presente na população andaluza, mas ,  também algo tido como uma preciosidade de grande valor material. Logo, Al-Hadrami descobriu que o seu oponente havia arrematado o livro porque cria ser o livro um bem, independentemente de seu conteúdo, e também porque lhe serviria em perfeito para completar o “vão” que tinha em uma das prateleiras de sua biblioteca.

A cultura judaica andaluza, também buscou recuperar a filosofia aristotélica, com a fusão dos conhecimentos sobre o universo e sobre a alma. Nas Aljamas – comunidade composta por indivíduos que formavam a religião judaica em territórios muçulmanos e cristãos – era notável os filósofos sefaraditas exercendo diversos papéis sociais como, rabinos, matemáticos, astrônomos e, sobretudo, médicos. Conhecer criação e  criatura divinas e suas expressões terrenas permitiam que a medicina e ciências do corpo fossem exercidas em plenitude.

Judeu de Córdoba,  Hasdai ibn Shaprut foi um médico e diplomata na corte do califa que procurou colaborar para a harmonia entre as relações com os reinos cristãos do norte da Península Ibérica. Como homem de estado viabilizou a instalação da primeira academia talmúdica de Al-Andaluz, trazendo mestres, como Moshe bar Hanokh, da literatura e da filosofa rabínicas da Babilônia, que era núcleo de produção intelectual judaica na Idade Média.

José ben Yehuda ibn Aknin, em sua obra intitulada “Cura das almas doentes” do ano de 1180, discute sobre os principais saberes necessários à educação judaica, dentre estes saberes: Ler e escrever; Torá – termo hebraico para o conjunto dos cinco livros que compõem o cânone denominado Pentateuco, cuja compilação final acredita-se ter sido concluída por volta do século IX a. C –, Mishná – conjunto textual de origem rabínica contendo a gama de discussões orais elaboradas pela intelectualidade religiosa judaica da Judéia romana, entre os séculos I e II d.C.– e gramática hebraica; Poesia; Talmude – conjunto de estudos filosóficos e jurídicos, exegéticos e literários elaborados em academias rabínicas do norte da Palestina e da Babilônia, entre os séculos IV e VI d. C. O Talmude, em suas duas versões, a de Jerusalém(Yerushalmi) e da Babilônia (Bavli) utilizou como base todos os tratados mishnaicos, servindo de grande orientação para as comunidades religiosas judaicas de todo o Oriente e do Mediterrâneo–; Matemática e aritmética; astronomia; ciências naturais e medicina; Lógica; Filosofia; dentre outras.

Não menos notável que os demais, o rabi Moshe ben Maimon, ou Maimônides (1135-1204), era médico, físico , filósofo,  matemático e astrônomo, sendo talvez um dos maiores expoentes da cultura judaica ibérica medieval. Ele nasceu em meio uma ruptura do universo de tolerância de Cordova, onde viveu com sua família. Por várias vezes, ele precisou exilar-se em Fustat (atual Cairo, Egito) quando os almôhadas tomaram a sua cidade natal, submetendo os judeus ao juramento de fidelidade a Allah e as suas leis inscritas no Corão. Talvez por isso, Maimônides tornara-se um critico do uso da religião como instrumento de opressão, de violência e de dominação sobre os povos, de um modo geral. É sabido de suas cartas dirigidas aos judeus iemenitas e franceses, onde ele cita exemplos históricos de todos os governantes que um dia fizeram uso desse tipo de violência contra os descendentes de Israel e, segundo  ele, nenhum destes opressores conseguiu se perpetuar no poder. Mas, a riqueza de sua obra consistia em sua  indagação conjunta a  metafísica e preocupação com a saúde física e espiritual; produziu vasta literatura epistolar, na qual oferecia orientação, assistência religiosa e social a diversas comunidades judaicas do Oriente, como as de Lêmin , e da Europa Ocidental , como as de Marselha e Toulouse.

O califado de Córdoba é invadido por tribos como os almorávidas , e posteriormente, almôhadas, ambas tribos radicais vindas do norte africano, a partir de então, a fragmentação do califado de Córdoba  percebe-se no surgimento de vários reinos, as taifas. Essas tribos passam a perseguir e obrigar os dhimmis , os protegidos pelos muçulmanos, a conversão obrigatória a Allah e ao Corão. Pressionados , os dhimmis, a partir de então, passam a buscar refugio nos reinos cristãos do  norte da Península como, Aragão, Castela e Leão, ou regiões de domínio muçulmano como o Império Parto (persa), o Egito (califado fatímida) ou Marrocos.

Diante da fragmentação do califado, os reinos cristãos do norte da península reforçam seu sonho de reconquista da cristandade na Península Ibérica, e no século XI, inicia-se  a “Marca Hispânica”um projeto político-religioso de “reconquista”, pela retomada dos exércitos cristãos nas regiões setentrionais e  nordeste da Península. Esse projeto veio concluir-se no século XV, em 1492, com a tomada da última taifa ibérica, o reino de Granada, com a instauração de políticas de conversão obrigatória  de todos os invasores ao cristianismo, ou da expulsão aos contrários a esta conversão religiosa. Todos os muçulmanos deveriam ser banidos da Espanha dos Reis Católicos.

Os Cristãos do norte espanhol era uma sociedade de fronteira, sob instabilidade habitacional e mobilidade das condições de vida. Mesmo que depois da definição das políticas nas terras ocupadas pelos reinos cristãos, as fronteiras também compunham área de movimento migratório, fossem de soldados, ou homens livres, ou camponeses ou religiosos peregrinos, todos rumavam ao centro-sul da Península Ibérica.

Segundo Jacques Le Goff , em sua obra “A civilização do Ocidente medieval: a Dinâmica e inconfundível capacidade de mobilidade” : Havia a movimentação de homens por nada ou por muito pouco terem. Estes  homens estavam sempre indo para algum lugar, como peregrinos. Todas as camadas sociais se movimentavam, assim, os cavaleiros em busca de  prestigio e butim na guerra; os camponeses, a procura de novas terras para cultivo e melhores condições de vida; mercadores, novas cidades para estabelecerem novos negócios; clérigos e monges, em busca de novas almas para serem convertidas; os sábios, a procura de novos conhecimentos. A mobilidade na Península Ibérica, numa óptica espacial, cultural e social culminou em problemas de repovoamento, colonização, rejeição e novos confrontos.

Al-Andaluz – Parte I

Posted novembro 18, 2009 by Michela
Categories: medieval, reflexão

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Cordoba Mapa Granada

Idade Média
“ AL – Andaluz ou AL-Andalus”

A Península Ibérica para os árabes: Al-Andaluz

A Idade Média é um tema que muito me agrada, dentre outros temas  no vasto campo de estudo da História e humanidades. Hoje, decidi explicitar um pouco sobre a “alta idade média”, em especifico, na Península Ibérica, que acho muito interessante por se tratar do berço da língua lusófona, afinal, é onde se encontra Portugal e, certamente Espanha.

Neste primeiro momento, quero dizer sobre , inicialmente, como aconteceu Al-Andaluz.

É sabido, segundo Le Goff, brilhante pesquisador dos povos medievais, que os “visigodos” ou  visigóticos ao se dispersarem das terras circundantes de Roma, após o declínio do Antigo Império Romano, seguiram para a Península Ibérica e lá se instalaram por um longo tempo, algo em torno de poucos séculos, até que em 711, um árabe “Tariq ibn Ziyad”(Gibraltar, de Jabal al Tariq, “a montanha de Tariq) – fazendo valia da tradição militar omíada desde finais do século VII, sob apoio de Musa ibn Nussayr, em Ifriqiya (Tânger- Magreb) ­­– uma província do império dos Omíadas , que corresponde à Tunísia–que tinha pretensões  políticas para todo Oriente Médio e Mediterrâneo nas regiões do  nordeste da Península Ibérica “Galias narbonenses”, nos domínios merovíngios – francos que adotaram cabelos longos para se diferenciarem dos romanos antigos com seus cabelos curtos – “ Tolosa, atual Tolouse”, Avignon, Arles e Poitiers”  – , vem  com seu exército de homens da persa, síria e berbere,  derrota  o rei visigodo Rodrigo.

Havia uma forte fragmentação de poder no reino visigodo, e os inimigos do rei, reconhecendo-o ilegítimo ao trono, solicitaram ajuda aos árabes para derrotar o monarca Rodrigo e ascender seu líder, Áquila, ao trono. Também existiam no reino visigodo muitos pagãos e judeus que eram perseguidos pelo rei visigodo que desejava converter-los ,a qualquer custo, ao Cristianismo.

Após os cercos militares de Tariq, a Espanha visigoda sucumbiu ao invasor e atestou o domínio árabe por meio de assinaturas de diversos tratados de rendição firmados por membros da antiga nobreza territorial visigoda, conselhos citadinos e, ocasionalmente , pelos próprios habitantes das cidades conquistadas. Esses documentos de rendição também traziam os novos compromissos jurídicos, políticos e fiscais das poluções de maioria moçárabe – ou “musta´rib”, termo usado  para designar os cristãos que habitavam terras de domínio muçulmano. Os moçárabes eram considerados arabizados, mas não  islamizados, em relação a seus novos senhores.

O mosaico social estabelecido na Península Ibérica a partir do século VIII, apresentava-se sob forma de grupos sociais, identificados por suas condições religiosas e espaços de ocupação: Os moçarabes, os muladis ou muwalladun (Cristão que abandonava o cristianismo, convertia-se ao Islã e vivia entre muçulmanos; Filho de um casamento misto cristão-muçulmano e de religião muçulmana; ou população de origem hispano-romana e visigótica que adotou a religião, a língua e os costumes do Islã para desfrutar dos mesmos direitos que os muçulmanos em Al-Andaluz); Mudejáres (habitantes muçulmanos convertidos ao cristianismo que habitavam territórios cristãos).

Os moçárabes e seus bens e propriedades eram protegidos de possíveis hostilidades advindas de povos de fronteira, dentre eles os berberes, através do estatuto social e jurídico árabe denominado “dhimmi”, assim, os moçárabes deveriam acatar a carga tributária chamada  “djizya” e outras cobranças de impostos locais para validar a “dhimmi”, ou seja, os direitos públicos e privados eram concedido aos moçárabes mediante a troca de compromisso por pagamento de imposto especial.

Os berberesmuladis”, também conversos ou descendentes de conversos ao islã, vistos sob condição social inferior– povo de origem do norte da África recrutado pelos árabes, entre os anos de 705 e 708, para compor as primeiras fileiras de guerra na invasão da Península Ibérica, entretanto, viviam insatisfeitos com a nova vida que levavam em terras européias, pois os  árabes os inferiorizavam por considerá-los fracamente islamizados, por isso, os governadores árabes , os “wali” , “omíadas”  de “Al-Andaluz” , sob ordens vindas de Damasco,  impuseram-lhes viver nas terras de fronteira montanhosa ( segundo Adele Ruquoi, 1995) ao sul, cordilheira Betica, ao norte, Galiza Meridional e na Bacia do Douro, ambas regiões de terra  pouco produtiva e bem distantes de cidades, centros de ocupação árabe,   como Servilha, Toledo, Córdova e Granada. Os berberes viviam  sob  condições marginais e de pobreza, por isso, logo começaram a pilhar e atacar as boas terras do “povo do livro”.

Outro pacto importante , que os árabes impuseram aos moçárabes, foi o  “Pacto de Omar” , ao final do século VIII, que  nos mostra a possibilidade de cristãos e judeus preservarem suas instituições religiosas, identidade e leis bases administrativas – lembrando que a estrutura das Igrejas  visigodas não foi alterada pela presença árabe. Assim, muitas dioceses mantiveram bens matérias e propriedades fundiárias, chegando a obter permissão de usufruto de bens e finanças do derrotado Reino visigodo – , porém, em contra partida,  estes povos conquistados estavam terminantemente proibidos de exercerem o proselitismo religioso, ou seja, tentar converter um muçulmano a religião de Israel. O Pacto de Omar (segundo Tritton apud Mantran, 1997) deixava bem claro os níveis de comportamento admitidos ou rejeitados pelo poder muçulmano na Península Ibérica sob risco de penalidades.

Sarah Brightman “Fleurs du mal”

Posted novembro 4, 2009 by Michela
Categories: Vídeos, gótico, medieval

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Recomendo o DVD , que é belíssimo.

Nella fantasia

Posted outubro 27, 2009 by Michela
Categories: Versos

Io sogno d’anime che sono sempre libere,
Come le nuvole che volano,