As correntes historiográficas que estudaram o declínio e queda de Roma

Os conceitos de declínio e queda do Império Romano, vêm nos mostrar a importância do conhecer e saber comparar um momento ao outro que estão incutidos nos períodos da História. Esses conceitos são frutos de uma reconstituição do que sabemos a partir da ampliação dos conhecimentos atuais criando novas interpretações sobre o passado. A variedade dos conceitos a respeito do declínio e queda de Roma consiste de que ao reconstituir coisas que antes não estiveram constituídas como tal, os historiadores , com formação específica e tendo vivido em épocas diferentes uns dos outros , formularam imagens retrospectivas a respeito de um fato ocorrido em tempos longínquos.

Roma aplicou ao mundo ocidental uma influência em parte instintiva e inconsciente para depois, no decorrer dos tempos, uma nova influência consciente e intelectual, portanto, o mundo ocidental também é um legado de Roma e nos é de extrema importância comparar o modelo de colapso romano a outras realidades ocorridas em períodos históricos diferentes.

O conjunto de informações e vestígios do passado sob um método de análise e uma teoria de estudos nos dá a compreensão necessária para entendermos os acontecimentos do passado.

A prosperidade romana:

Segundo Léon Homo (1941), a época de bem estar e grandeza para os romanos ocorrera durante a dinastia dos imperadores antoninos, entre os anos 96 e 192 dC.

Pela urbanização, arquitetura, sistema de esgoto, construção de pontes. ( Balsdon 1968).

Criação de sistemas administrativos, estrutura jurídica que atendeu as necessidades de homens e mulheres de diversas línguas, antecedentes étnicos e tradições culturais. Porém, foi a perda gradativa do elevado padrão de vida, a partir do século II d.C, resultou que a civilização romana entrasse em declínio muito antes de ficar em perigo de cair. Esse período de declínio perdurou do século III ao V dC. (Ferril, 1989)

A queda do Império Romano:

Dominato, período da história romana entre os séculos III e V dC, que é também as raízes romanas da Idade Media. Nesse período houve a ausência de regras para a sucessão dos imperadores como um fator de desequilíbrio do poder ao final do império. Entretanto, desde o inicio do Império Romano, com o principado de Augusto, tais regras não existiam.

Segundo a corrente marxista, o declínio romano ocorrera a partir da transição do modo de produção antigo para o feudal, onde a mão de obra escrava passa ser servil, entre os séculos III e V d.C, determinando o fim do sistema econômico antigo.

Os liberais apontam a dependência e fragilidade da economia romana frente as suas províncias como causa determinante de sua queda. Produção econômica itálica não era capaz de atender a demanda imperial, ocorrendo a perda do controle econômico de territórios e provínciais para tribos germânicas que foram incorporadas a economia imperial romana a partir da segunda e terceira geração de migrantes.

A partir do cristianismo fora introduzida na sociedade romana uma cultura de resignação, pacifismo e humildade. A religião cristã fora incorporada no século IV d.C como religião oficial do estado romano.O exército romano antes ofensivo se torna defensivo pela incorporação de bárbaros ao exército. Os soldados abandonam a cultura da arte da guerra ,valor ancestral e constitutivo da romanidade.

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