A vestal

vestale

Seus pés desnudos
ao deleite destes olhares não mudos
abjurado ofício sob sussurros …

Ingênua, não vela o corpo, as chamas?
Ganir, sísmico e abalado
nítido e profano, ao vê-la inflama.

Cores quentes e afagos noturnos.
Seu tremular o vento reclama…
Flâmula suas vestes, stola ou toga, não queima

o fogo que tem o Senhor lhe toma as seivas
Em êxtase, grita, a carne permeia, estremece
Fulgor revela alva face de Vestal sob amor adormece.

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Comentários

  • Eliéser Baco  On agosto 25, 2009 at 20:29

    E do texto, que mudo leio, mudado releio. Adentro ao estreito que me permite saborear mais densamente cada frase. Banha a arte a alma da autora? Com perfume ímpar pressinto.

  • Michela  On outubro 22, 2009 at 20:50

    Grazie! Poeta! Encantada com suas palavras, e obrigada pela visita, saiba que é uma honra tê-lo nesta casa!

  • Eliéser Baco  On outubro 23, 2009 at 19:00

    E é um prazer revisitar esta bela casa srta

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